Live debate conservação das florestas paranaenses 29/07/2020 - 12:00

Programas paranaenses são destaques na preservação e recuperação do Meio Ambiente. As políticas públicas levam em conta a educação ambiental, o plantio de árvores, o repovoamento de rios e a fiscalização.

 

Diversos programas paranaenses de conversação do meio ambiente são os maiores do país, segundo o secretário do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest), Márcio Nunes, durante live transmitida nesta terça-feira (28), no canal do Youtube da secretaria.

Tendo em vista a importância das florestas, que são um dos elementos básicos da natureza, e a necessidade de sua conservação, o Instituto Água e Terra (IAT), vinculado à Secretaria, promoveu a segunda edição da live “Diálogos da Conservação”.

Entre os programas estaduais citados pelo secretário, está o Paraná Mais Verde, que busca o plantio de mudas de árvores nativas em todo o Estado, com foco na arborização urbana e rural, além da implantação de viveiros municipais e de hortas comunitárias.

Outro programa considerado um dos maiores do país é o Água no Campo, que já perfurou quase 200 poços artesianos, levando água potável às famílias da área rural de todo o Estado. “Nossa meta é transformar o IAT no órgão ambiental mais respeitado do Brasil”, disse o secretário.

Outra ação é o programa de drenagem urbana com a construção de 45 parques urbanos, que além de oferecer áreas de lazer e turismo garantem a conservação do solo, da água, dos Fundos de Vale e a drenagem das águas da chuva.

“Temos ainda o maior programa de castração de cães e gatos, que trata da saúde dos animais domésticos em relação à saúde do ser humano. De quatro a cinco enfermidades que surgem no mundo, a grande maioria são oriundas da relação entre o homem e os animais que hoje é muito estreita, seja de animais de produção ou domésticos”, afirmou Nunes.

O secretário destacou que para a preservação do Meio Ambiente existem quatro pilares essenciais: educação ambiental, plantação de árvores, repovoamento de rios e fiscalização.

“Se o Paraná é o Estado que mais produz por metro quadrado, deve ser também o que mais preserva, recupera e fiscaliza”, disse. “Tudo o que tem vida na terra é o meio ambiente e quando falamos em conservação trata-se de preservar o que temos e recuperar o que é preciso em todo o conjunto: solo, água, fauna, flora, além das florestas”, afirmou.

Segundo ele, as florestas proporcionam uma riqueza essencial à humanidade: os chamados serviços ecossistêmicos, que são diversos benefícios, como água, alimentos, matéria-prima, belas paisagens, regulação do clima, biodiversidade, turismo, entre tantos outros, que afetam direta e indiretamente o bem-estar, a subsistência e a sobrevivência humana.

“Estamos em um esforço muito grande no Paraná, com uma política de preservação que deve ser comemorada”, afirmou o diretor-presidente do IAT, Everton Luiz de Souza.

DIÁLOGOS DA CONSERVAÇÃO - O projeto foi realizado na data em que se comemora o Dia Mundial de Conservação da Natureza (dia 28 de julho) e também foi inspirado no Dia de Proteção às Florestas, comemorado no dia 17 deste mês.

O mediador da live e diretor do Patrimônio Natural do IAT, Rafael Andreguetto, destacou que o projeto é uma iniciativa que prevê uma série de discussões, sendo uma oportunidade de aproximação às temáticas ambientais relevantes ao Estado.

“Criamos esse espaço para debater sobre a conservação da biodiversidade, da restauração, o combate à erosão e todos os temas ligados ao meio ambiente”, disse.

MUDAS NATIVAS – Durante a live, o gerente de Restauração Ambiental do IAT, Mauro Scharnik, detalhou o projeto de produção de mudas nativas no Paraná, para a recuperação de áreas florestais.

Atualmente, o Estado conta com 19 viveiros e dois laboratórios de sementes – um em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, e um em Engenheiro Beltrão, no Noroeste. O Estado tem catalogadas 12.551 árvores matrizes, 636 áreas de coleta de sementes e 102 espécies florestais.

“Os laboratórios têm um trabalho de identificação de árvores matrizes, coleta de sementes, beneficiamento das sementes e distribuição aos viveiros regionais”, disse Scharnik. “Temos mudas, vontade política e programas onde o proprietário rural deve fazer a adequação ambiental do seu imóvel”, completou.

São produzidas, anualmente, mais de 2.500.000 mudas de 80 espécies nativas e as mudas variam de 30 a 100 cm de altura.

Estão em andamento ações de manutenção e modernização da estrutura, ampliação das áreas de coleta e do número de espécies produzidas, integração dos sistemas de licenciamento e autorizações, e um aplicativo de celular para o pedido de mudas.

PARCERIA – A consultora de Projetos de Conservação da Biodiversidade da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental, Vitória Yamada, participou da live e apresentou o programa Conexão Araucária.

Através dos viveiros do IAT, cerca de 200 mil mudas contribuem para o projeto que busca a restauração de 335 hectares de Floresta Ombrófila Mista. Os municípios paranaenses envolvidos são Piraí do Sul, São Mateus do Sul, Rio Azul, Rebouças, São João do Triunfo, Mallet, Palmeira e Paulo Frontin.

Também participou da live o pesquisador supervisor da Embrapa Florestas, André Eduardo Biscaia, que apresentou os aspectos econômicos relativos à restauração da Floresta do Estado.

DATAS COMEMORATIVAS - O Dia Mundial de Conservação da Natureza foi estabelecido pela ONU em 1998, como uma forma de conscientizar a sociedade sobre a importância de preservar os recursos naturais.

A data também presta homenagem à fundação Liga para a Proteção da Natureza (LPN - considerada a mais antiga associação de defesa do meio ambiente da Península Ibérica), fundada em 1948 pelo professor Carlos Manuel Baeta Neves, um grande ativista da proteção da natureza.

Já o Dia de Proteção às Florestas teve início com o Dia do Protetor de Florestas, figura associada ao personagem do folclore brasileiro Curupira, também chamado de Pai do Mato, Caipora, Caiçara, Anhangá entre outros.

Segundo o folclore, o Curupira protege as florestas das agressões dos seres humanos, tais como desmatamento e caça.

 

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