Parque Estadual João Paulo II (PEJP)

Horário de Atendimento:
Todos os dias, das 8h às 18h.

O Memorial da Imigração Polonesa fecha nas segundas-feiras para conservação e limpeza

Chefe da Unidade:
Diretoria do Patrimônio Natural (DIPAN) -DUC / Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Curitiba

Contato:
Telefones: (41) 3313-7194
E-mail: parquesepracas@curitiba.pr.gov.br

Como chegar:
O Parque Estadual João Paulo II fica na rua Euclides Bandeira, no Centro Cívico de Curitiba.
Vá até o Bosque Papa João Paulo II de Ônibus - estas são as linhas e rotas que param nas proximidades: Ônibus: Ônibus - 011 INTERBAIRROS I, Ônibus - 180 ÁGUA VERDE / ABRANCHES, Ônibus - 265 AHÚ / LOS ANGELES.

Localização:
Curitiba

 

 

Situado a apenas 3 km do centro da cidade, às margens do Rio Belém, o Parque, com uma área de 4,5 hectares, evoca a visita do Papa João Paulo II à Curitiba e homenageia a colonização polonesa.

A imigração polonesa teve início em 1871, com a fixação de 164 poloneses na colônia do Pilarzinho, a 3Km do centro de Curitiba. Distinguiu-se de outras correntes imigratórias pelo seu caráter eminentemente camponês e por um singular apego às suas tradições culturais, inclusive na agricultura, que incluía não só produtos mais adequados às condições mesológicas, como o milho, a batata e o feijão, como também o centeio e a “tartaca”, componentes essenciais para a fabricação de um item básico da culinária tradicional: a broa preta. Estendeu-se essa atitude de preservação das tradições aos demais aspectos da vida do imigrante polonês – religião, vestimentas, festas, linguagem e, evidentemente, a arquitetura.

O programa arquitetônico de cada unidade familiar rural abrangia a moradia, o paiol e os galpões para “animais” e implementos agrícolas. Os sistemas construtivos variavam conforme as regiões de origem dos imigrantes. Além da madeira como matéria prima, construíram também em alvenaria de tijolo, e com estruturas de madeira (enxaiméis) vedadas por taipa de mão. Mas sem dúvida foi a técnica de construção com troncos de pinheiro que se identificou como tipologia arquitetônica do imigrante polonês, pois foi o único grupo étnico que a empregou. Técnica milenar, cujos testemunhos mais antigos foram resgatados em pesquisas arqueológicas realizadas na região de Luzice, no Oeste da Polônia, veio para o Sul do Brasil e ali foi implantada não só pelo atavismo de um grupo étnico camponês, mas também pela disponibilidade de matéria-prima – a madeira de pinho – em uma região coberta, ainda, por grandes extensões de florestas de araucária. O conhecimento acumulado e transmitido de geração a geração, de construir com troncos de árvores, vai induzir o imigrante a aplicar a mesma técnica, substituindo apenas o aberto de sua terra natal pelo pinheiro – a araucária – do Novo Mundo.

O sistema utilizado para as moradias, galpões e paióis, consiste em paredes feitas com troncos, falquejados em quatro faces, dispostos horizontalmente e encaixados nas extremidades. As coberturas em duas águas, com a cumeeira paralela à fachada principal, possuíam originalmente telhado feito com tabuinhas – pequenas telhas de madeira. À medida que se implantaram olarias, foram sendo substituídas por telhas alemãs ou por telhas francesas, como é o caso das construções instaladas no Parque João Paulo II.

A iniciativa de transplantar essas casas foi a solução encontrada pela prefeitura diante do risco de desaparecimento que corriam. Duas delas foram doadas por seus proprietários: a que foi visitada pelo Papa e um antigo paiol. A primeira, doação da família Pianowski, tem registrada na viga central a data de 1883. A capela nela instalada é dedicada a Nossa Senhora de Montes Claros, a Virgem Negra de Czestochowa, devoção maior da Polônia. No paiol foi montado um pequeno museu agrícola, onde estão expostos instrumentos rudimentares dos primórdios da colonização. 

As duas outras edificações do Parque foram adquiridas pela Prefeitura Municipal de Curitiba. Ali funcionam o Museu da Habitação do Imigrante, com mobiliário e utensílios domésticos e uma loja de venda de artesanato da cultura polonesa.

Pelos caminhos internos do bosque, encontram-se 7 casas típicas polonesas em forma de aldeia, construídas no início da colonização polonesa na região de Curitiba por volta de 1878, e remontadas no bosque. As casas, feitas de troncos de pinheiro encaixados, abrigam a história e a cultura dos imigrantes.

Na primeira casa, a mesma visitada pelo Papa, foi instalada a capela em homenagem à Virgem Negra de Czestchowa, padroeira da Polônia. Nas demais, pode-se conhecer os móveis e utensílios da época da primeira imigração, 1871, como a pipa de azedar repolho e ver de perto o Museu agrícola onde se destacam a carroça, o abanador de cereais, o amolador de pedra e outras ferramentas da época.

Na trilha em meio ao bosque, encontra-se uma escultura do Papa João Paulo II e um monumento em homenagem a Nicolau Copérnico.

Possui vegetação característica da região, na qual sobressaem as araucárias (Araucária angustifolia) plátanos (Platanus orientalis), com porte bem desenvolvido e introduzido no local há dezenas de anos.

Fauna: Os pássaros se fazem presentes através de sabiás, bem-te-vis, coleirinhas, chupins, tico-ticos, canários-da-terra, sanhaços e pica-paus.

Flora: Plátanos, araucária, cedros, pitangueiras, carvalhos, cerejeiras, ipês, tarumãs, uvas do japão.

Recomendações

  • Repelente, protetor solar e roupas confortáveis são essenciais;
  • Use calçados sempre fechados e confortáveis;
  • Comida e água são importantes (mas lembre-se de trazer todos os resíduos de volta, incluindo os resíduos orgânicos, a exemplo de cascas e sementes de frutas);
  • Contribua com a conservação do Parque Estadual João Paulo II andando somente pelas trilhas sinalizadas e locais de descanso permitidos;
  • Procure andar sempre em grupos pequenos;
  • Procure andar em silêncio, contemple a natureza, tire apenas fotografias;

Recomendações acerca do Coronavírus

  • É obrigatório uso de máscara nas embarcações, trilhas, restaurantes e espaços comuns nas pousadas e campings;
  • Utilizar máscara cobrindo boca e nariz, apenas tocar no elástico da máscara quando necessário;
  • Manter higiene das mãos e máscaras;
  • Trocar as máscaras a cada duas horas ou quando necessário;
  • Manter o distanciamento social possível e evitar aglomerações;
  • Não compartilhar copos e utensílios pessoais com outros grupos, sem a higienização necessária

Atividades proibidas:

  • Ingresso de animais domésticos;
  • Fumar;
  • O consumo de bebidas alcoólicas;
  • Acampar
  • O uso de equipamentos que causem distúrbios sonoros na área;
  • Qualquer tipo de comércio ambulante na área do Parque;
  • Andar de carro ou moto fora do estacionamento;
  • O abandono de lixo, detritos de qualquer natureza ou outros materiais que maculem a integridade paisagística sanitária ou cênica da área;
  • Sair fora das trilhas previamente demarcadas e sinalizadas;
  • A prática de atos que possam provocar incêndios na área (fogueiras e churrascos);
  • Porte de facas, facões, foices, assim como de quaisquer outras ferramentas manuais de corte, armas de fogo, motosserras e equipamentos que causem distúrbios sonoros na área;
  • Coletar, depredar, entalhar e desgalhar as espécies arbóreas mantidas nas diversas áreas do Parque;
  • Caçar, pescar, coletar e apanhar peças do meio físico e de espécimes da flora e da fauna em todas as zonas de manejo, ressalvadas aquelas com finalidades científicas, desde que autorizadas pelo IAT - Diretoria do Patrimônio Natural (DIPAN);
  • A entrada de pessoas, veículos e equipamentos dentro do Parque não autorizados pelo IAT;
  • Alimentar e assustar os animais.

Para sua segurança:

  • Evite tanto caminhar sozinho, como em grupos muito grandes;
  • A visita ao Parque é realizada por trilhas. Evite danos ao meio ambiente não saindo das trilhas indicadas;
  • Em caso de acidente, procure avisar a administração do Parque o mais rápido possível;
  • Obedeça a sinalização e a orientação dos funcionários e voluntários.