Parque Estadual da Cabeça do Cachorro (PECC)

Horário de Atendimento:
De terça-feira a domingo, das 8h às 17:30h.

Chefe da Unidade:
Norci Nodari

Contato:
E-mail: norcinodari@iat.pr.gov.br / iaptoledo@iat.pr.gov.br
Telefone: (45) 3252-2270

Como chegar:

Partindo de Toledo para o município de São Pedro do Iguaçu, pela PR-585, chegando na cidade, dobrar a direita e seguir as placas indicativas até o Parque.

Outra opção é saindo do aeroporto Afonso Pena em São José dos Pinhas (Região Metropolitana de Curitiba) com destino ao aeroporto de Cascavel, e então, seguir até a Cidade de Toledo. 

Localização:
São Pedro do Iguaçu

 

O Parque Estadual Cabeça do Cachorro possui uma área de 121,5836 hectares e localiza-se no município de São Pedro do Iguaçu, na região extremo oeste do Estado do Paraná. Em 1982, a área do atual Parque foi doada pelo Banco do Estado do Paraná ao ITCF antigo IAP, atual IAT, que, entendendo a importância de preservar a vegetação e a fauna ali existentes, efetuou a criação de uma Unidade de Conservação Estadual (UC). 

Essa área, hoje um Parque Estadual, foi criada como Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) em 27 de novembro de 1990, através do Decreto n° 7.456. Porém, visando à adequação à legislação vigente (Lei n° 9.985, de 18 de julho de 2.000), que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC) e o manejo adequado de acordo com as características específicas e usos atuais da UC, foi instalado o processo de recategorização. Por ser uma UC de proteção integral da categoria Parque, seus objetivos de proteção da fauna e flora e da abertura a pesquisas então associados a visitação pública, com fins de lazer, recreação e principalmente educação ambiental. 

A área do Parque é considerada um dos poucos fragmentos florestais da região. Está inserido no Corredor Iguaçu – Ilha Grande, com o objetivo de possibilitar a conexão com outras Unidades de Conservação através das suas matas ciliares, tornando-se assim, de grande interesse à conservação. Para o Estado do Paraná, o Parque traz uma série de benefícios, como a proteção da Floresta Estacional Semidecidual Submontana. Além da proteção à biodiversidade, esta Unidade se encontra aberta à visitação, permitindo o turismo, educação ambiental e a realização de pesquisas científicas.  

A Unidade de Conservação tem como objetivo de criação, garantir a proteção de um dos últimos remanescentes florestais da Floresta Estacional Semidecidual na região oeste do Paraná que abriga representantes de fauna e flora ameaçados de extinção como o pau-marfim, cabreúva, jaracatiá, pacas, cotias, tucanos, entre outros. 

Origem do nome e histórico de criação:

O nome PE Cabeça do Cachorro está vinculado com o formato de sua área, ou seja, assemelhando-se com o perfil da cabeça de um cachorro. A ARIE foi criada em 27 de novembro de 1990, pelo Decreto n° 7.456 e encontra-se em processo de recategorização para Parque Estadual. 

(Parte das informações sobre o Parque Estadual da Cabeça do Cachorro acima foram retirados de seu Plano de Manejo, elaborado em 1988 e revisado em 2006).

A Unidade de Conservação tem como principais atrativos seus recursos naturais e infraestrutura já disponível. Grupos pequenos, agendados, são recebidos por funcionários e por voluntários, os quais identificam as peculiaridades da UC e orientam a visitação, sendo as atrações:

Trilha do Tarumã: Possui 550 metros, onde é possível visualizar a formação vegetativa do Parque no seu interior, apresentando toda complexidade no processo sucessório do bioma ali encontrado. 

O percurso é de fácil e acessível a todas as faixas etárias. Geralmente é feito com o acompanhamento funcionários e/ou voluntários, que darão orientações e explicações sobre algumas espécies encontradas na trilha. 

Trilha da Ponte Pênsil: Com 1.800 metros, é de fácil acesso a todas as faixas etárias, recebendo visitações de escolas tanto do município como de regiões vizinhas. Ao percorrê-la, é possível a observação de pássaros, mamíferos e grande variedade de espécies da flora que compõem a Floresta Estacional Semidecidual.

Escola Ambiental: Equipada com espécies que foram cedidas pelo Museu de História Natural do Capão da Imbuia, da Prefeitura Municipal de Curitiba, comporta grupos de cerca de 30 pessoas. As visitas são agendadas e há solicitação também para realização de reuniões. Destacam-se algumas espécies de aves e foto aérea da Unidade, pela qual se pode observar o desenho da área em forma de cabeça de cachorro.

O Parque Estadual Cabeça do Cachorro está situado em região de influência do Vale do Rio Paraná onde a vegetação original é do tipo Floresta Estacional Semidecidual, em função da ocorrência de um período seco definido durante o ano. Na área, cerca de 90% da vegetação é do tipo Floresta Estacional Semidecidual, enquanto os outros 10% é vegetação secundária do tipo Capoeira. 

A área é quase totalmente cercada por linha d’água, caracterizando-se, assim, em um refúgio seguro para fauna e principalmente para a Capivara (Hidrochaeris hidrochaeris). Segundo observações e informações locais, ocorrem principalmente: Veado (Mazama sp.), Tatu (Dasypus sp.), Paca (Cuniculus paca), Ouriço-caixeiro (Coendou villosus), Cotia (Dasyprocta azarae) e todos os representantes da mastofauna. Entre as aves destacam-se, principalmente: Inambus (Crypturellus sp.), Tucanos (Ramphastos sp.), Pica-paus (vários gêneros), Sabiá-laranjeira (Turdus rufiventris), Bem-te-vi (Pitangus sulphuratus), Canário-de-terra (Sicalis flaveola), Jacu (Penelope obscura), Azulão (Cyanocompsa cyanea), Macuco (Tinamus solitarius), Tirivas (Pyrhura frontalis) e diversas espécies de pombas. 

Agendamento: Para grupos organizados (escolas, associações, entidades, etc.), com número superior a 10 integrantes, é necessário que seja realizado o agendamento da visita através do escritório regional de Toledo com o  Chefe da Unidade de Conservação, e com no mínimo 10 dias úteis de antecedência. 

Pode ser realizado pelo e-mail: norcinodari@iat.pr.gov.br. 

Após o contato via e-mail é necessário o encaminhamento de ofício ao regional contendo algumas informações tais como: data, horário, nº de pessoas, faixa etária e nome da pessoa responsável pelo grupo. 

Recomendações:

  • Repelente, protetor solar e roupas confortáveis são essenciais;
  • Use calçados sempre fechados e confortáveis;
  • Comida e água são importantes (mas lembre-se de trazer todos os resíduos de volta, incluindo os resíduos orgânicos, a exemplo de cascas e sementes de frutas);
  • Contribua com a conservação do Parque Estadual da Cabeça do Cachorro andando somente pelas trilhas sinalizadas e locais de descanso permitidos;
  • Procure andar sempre em grupos pequenos;
  • Procure andar em silêncio, contemple a natureza, tire apenas fotografias;

Recomendações acerca do Coronavírus:

  • É obrigatório o uso de máscara nas embarcações, trilhas, restaurantes e espaços comuns nas pousadas e campings;
  • Utilizar máscara cobrindo boca e nariz, apenas tocar no elástico da máscara quando necessário;
  • Manter higiene das mãos e máscaras;
  • Trocar as máscaras a cada duas horas ou quando necessário;
  • Manter o distanciamento social possível e evitar aglomerações;
  • Não compartilhar copos e utensílios pessoais com outros grupos, sem a higienização necessária

Atividades proibidas:

  • Ingresso de animais domésticos;
  • Fumar;
  • O consumo de bebidas alcoólicas;
  • Acampar
  • O uso de equipamentos que causem distúrbios sonoros na área;
  • Qualquer tipo de comércio ambulante na área do Parque;
  • Andar de carro ou moto fora do estacionamento;
  • O abandono de lixo, detritos de qualquer natureza ou outros materiais que maculem a integridade paisagística sanitária ou cênica da área;
  • Sair fora das trilhas previamente demarcadas e sinalizadas;
  • A prática de atos que possam provocar incêndios na área (fogueiras e churrascos);
  • Porte de facas, facões, foices, assim como de quaisquer outras ferramentas manuais de corte, armas de fogo, motosserras e equipamentos que causem distúrbios sonoros na área;
  • Coletar, depredar, entalhar e desgalhar as espécies arbóreas mantidas nas diversas áreas do Parque;
  • Caçar, pescar, coletar e apanhar peças do meio físico e de espécimes da flora e da fauna em todas as zonas de manejo, ressalvadas aquelas com finalidades científicas, desde que autorizadas pelo IAT - Diretoria do Patrimônio Natural (DIPAN);
  • A entrada de pessoas, veículos e equipamentos dentro do Parque não autorizados pelo IAT;
  • Alimentar e assustar os animais.

Para sua segurança:

  • Cadastre-se. O cadastro é sua garantia de socorro numa emergência;
  • Evite tanto caminhar sozinho, como em grupos muito grandes;
  • A visita ao Parque é realizada por trilhas. Evite danos ao meio ambiente não saindo das trilhas indicadas;
  • Em caso de acidente, procure avisar a administração do Parque o mais rápido possível;
  • Obedeça a sinalização e a orientação dos funcionários e voluntários.

O cadastro deve ser preenchido na chegada à Unidade de Conservação, para segurança do visitante e para a gerência do Parque elaborar estatísticas de atividades, acesso, procedência, faixa etária, etc.