Flora Exótica

 

Nome científico: Melinis minutiflora 
Nome comum: Capim-gordura 
Origem: África 
Descrição: invade áreas degradadas da região do Cerrado em detrimento das espécies nativas. Mesmo não estando entre as espécies semeadas, o capim-gordura estabeleceu-se nas parcelas experimentais, onde se incorporou torta de mamona ou turfa. não suporta regiões secas nem geadas. Desenvolve-se muito rápido e cresce mais de um metro de altura. Pode ser cultivado facilmente em solos pobres. No processo de invasão, a planta cresce por cima da vegetação herbácea nativa causando sombreamento e morte dessa vegetação, deslocando espécies nativas de flora e fauna. Também gera aumento da temperatura de incêndios no cerrado, com eliminação tanto das plantas nativas quanto do banco de sementes pré-existente no solo.

Foto: www.wikimedia.org


Nome Científico: Panicum maximum 
Nome comum: Capim-colonião 
Origem: África 
Descrição: Planta robusta, de colmos com cerosidade esbranquiçada nos entrenós, de 1 a 2 m de altura. A folhas são de coloração verde, com estrutura ereta, longa e fina com superfície lisa, inflorescência ocorre na parte terminal dos colmos. Os frutos apresentam a base e ápice agudos, com 2 mm de comprimento por menos de 1 mm de largura, achatadas de um lado, de coloração ferrugínea. Compete fortemente com a flora nativa, suprimindo o espaço necessário para o desenvolvimento das espécies. Muito resistente ao fogo, tomando conta do local após um incêndio.

Foto: www.wikimedia.org


Nome Científico: Pittosporum undulatum 
Nome comum: Pau-incenso 
Origem: Austrália 
Fenologia: A floração ocorre entre setembro e novembro e a frutificação entre maio e julho
Descrição: Árvore de pequeno porte podendo atingir até 10 m de altura. Copa piramidal com folhas longas e onduladas nas margens, apresentando tronco de coloração cinzenta de formato irregular. Possui flores agrupadas em cimos, com pétalas brancas e lanceoladas. Seus frutos são cápsulas de coloração laranja quando maduros. Flores e frutos possuem um forte odor. Impede o crescimento da flora nativa por tomar conta do espaço de desenvolvimento das demais espécies. Por não portar um caule de sustentação para plantas epífitas, diminui a diversidade de plantas com esta característica, alterando também o habitat natural da fauna. Árvore de crescimento rápido, tornando-se uma praga nas áreas de invasão. Apresenta elevado grau de fitotoxicidade, não permitindo que próximo à ela se desenvolvam outras espécies.

Foto: www.knowyourgardensnatives.org


Nome Científico: Spathodea campanulata
Nome comum: Tulipa-africana, tulipeira
Origem: África 
Fenologia: Floração ocorre, no sul do Brasil durante a primavera e verão
Descrição: Árvore de grande porte, podendo atingir 20 m de altura, apresenta casca fina, folhas opostas. Seu desenvolvimento em clima quente é rápido, desenvolvendo-se em locais de solo fértil e bem drenado.

Foto: www.botos.com


Nome Científico: Syzygium cumini 
Nome comum: Jambolão 
Origem: Índia 
Descrição: Árvore de porte médio, podendo atingir até 15m de altura. Copa com folhagem abundante, ramos de coloração acinzentada-claro, com fissuras escuras. 
Folhas opostas, lanceoladas. Apresenta flores numerosas, pequenas, de coloração creme. Frutos numerosos, carnosos de coloração roxo-escuro quase preto, variando de 2 a 3 cm de comprimento, possuem uma única semente. Em locais onde é invasora, elimina espécies nativas por ocupar muito espaço, dificultando o desenvolvimento das demais espécies.

Foto: www.botany.hawaii.edu


Nome científico: Tecoma stans
Nome comum: Amarelinho
Origem: América Central 
Fenologia: A floração ocorre de março a janeiro e os frutos iniciam em maio
Descrição: Árvore pequena muito ramificada, casca lisa de coloração esverdeada. Apresentam folhas compostas, flores amarelas e vistosas. Seu fruto que chega a medir 20cm de comprimento, de coloração marrom quando maduro. Retarda a restauração de áreas degradadas, pois cresce de forma aglomerada prejudicando o desenvolvimento das demais espécies nativas.

Foto: www.wikimedia.org


Nome Científico: Terminalia catappa 
Nome comum: Amendoeira
Fenologia: A frutificação ocorre no verão, entre novembro e março
Origem: Índia 
Descrição: Árvore de médio porte, podendo atingir 10m de altura. Folhas grandes de textura coriáceas, mudando de coloração ao crescer, sendo verde quando jovem, amarela quando adulta até chegar a vermelho. Nos locais de invasão, modifica o ambiente e elimina espécies nativas. Flores de coloração amarelada. Os frutos possuem uma semente muito dura, de coloração amarela quando maduro. Adapta-se muito bem à solos com taxas baixas de salinidade.

Foto: www.nybg.org


Nome Científico: Tradescantia fluminensis 
Nome comum: Trapoeraba 
Origem: Floresta Atlântica do Sudeste do Brasil 
Descrição: Planta que apresenta formato ovado de coloração verde escuro levemente manchada de roxo. Possui alta capacidade de rebrotar a partir de pequenos ramos cortados, que possuem uma enorme resistência por isso as plantas cortadas não devem ser depositadas em qualquer local para evitar propagação da espécie invasora.

Foto: www.dkimages.com


Nome Científico: Tradescantia zebrina 
Nome comum: Trapoeraba-roxa 
Origem: América Central
Descrição: Planta pequena e rastejante, que mede de 15 a 25 cm de altura. Apresenta folhas brilhantes de coloração verde com duas listras prateadas na face superior e inteiramente roxas na face inferior, as flores são pequenas e rosas. Planta tipicamente tropical, não é resistente em ambientes com temperaturas muito baixas. Multiplica-se facilmente prejudicando a flora em situações de invasão.

Foto: www.jardineiro.net


Nome Científico: Ulex europaeus 
Nome comum: Tojo 
Origem: Inglaterra e Europa 
Descrição: Arbusto que pode atingir em média 1 a 3 metros de altura ereto, apresentando muitos espinhos. 
Grandes flores de coloração amarela, vagem contendo de 4 a 6. A planta desenvolve raízes vigorosas, adaptando-se rapidamente a ambientes degradados. 
Tem preferência por clima frio, mas não sobrevive em temperaturas extremas, sendo um nível muito alto, ou temperatura muito baixa. Ao invadir, torna-se extremamente competitivo, eliminando espécies da flora nativa e impedindo o deslocamento da fauna. Aumenta o risco de incêndios devido elevada quantidade de óleo e sequestra nutrientes e água do solo.

Foto: www.biopix.dk


Nome Científico: Hedychium coronarium
Nome comum: Lírio-do-brejo 
Origem: China 
Descrição: Planta florífera, aromática, podendo atingir até 2,5 m de altura. Com hastes eretas, flores brancas, grandes e perfumadas, apresenta arranjos de brácteas. 
As brácteas são ovaladas, de ápice agudo, tendo 4 a 5 cm de comprimento. Folhas simples, com lâminas com 30 a 80 cm de comprimento por 10 a 15 cm de largura, lanceoladas. Caule cilíndrico, ereto. Na base é avermelhado com raízes abundantes. Fruto baga elíptico de comprimento 1 a 2 cm de largura, lisa, verde, passando a uma coloração alaranjada na maturação. 
Sementes de formato ovalado, com 6 mm de comprimento por 4 mm de espessura, de coloração vermelha, logo após a abertura do fruto, atrai por sua coloração chamativa. Ao invadir, elimina e substitui vegetação nativa.
Prefere margens de lagos, é uma planta palustre que pode invadir canais, riachos e outros ambientes aquáticos pouco profundos.

Foto: www.mobot.org


Nome Científico: Leucaena leucocephala 
Nome comum: Leucena 
Origem: América Central
Descrição: Árvore de pequeno porte, medindo entre 5 e 10 m de altura. Apresenta folhas alternas bipinadas, com 25 cm de comprimento. As flores possuem corola e estames brancos, vagens agrupadas, achatadas, variando de 10 a 15 cm de comprimento e 2 cm de largura, de coloração marrom-escura, com um bico no ápice; cada vagem contém aproximadamente 20 sementes de coloração marrom , com aproximadamente 6 mm de comprimento. As árvores vivem em média 20 e 40 anos. Propaga-se rapidamente, excluindo outras plantas e alterando também no hábitat da fauna nativa.

Foto: IAP


Nome Científico: Morus nigra
Nome comum: amora-preta 
Origem: China 
Fenologia: Inflorescências formadas entre julho e agosto, frutifica de setembro e novembro
Descrição: Árvore de porte médio, atingindo em média 5 a 12 m de altura. Tronco revestido por casca fina, levemente rugosa de cor acinzentada. Uma das características que a identificam é o tamanho da copa que por apresentar abundância em folhas proporciona grande sombra. Folhas ásperas, superfície superior brilhante de coloração verde, medindo de 6 a 12 cm de comprimento. Os frutos são de coloração vermelho-escuro, quase preto quando maduros, cilíndricos, com 1 a 2 cm de comprimento, de polpa carnosa comestível. As flores são pequenas, de coloração branca a amarelo claro. As amoreiras crescem rápido, adaptando-se a qualquer tipo de solo, preferindo os úmidos e profundos.

Foto: www.wikimedia.org


Nome Científico: Hippobroma longiflora
Nome comum: Arrebenta-boi
Origem: América Tropical 
Descrição: Planta medindo de 20 a 30 cm de altura. Folhas lanceoladas, espessas, e denteadas. Apresenta flores vistosas, estreladas, de coloração branca. Resistente a baixas temperaturas do inverno.

Foto: http://www.ntbg.org


Nome Científico: Melia azedarach 
Nome comum: Cinamomo, Santa-Bárbara 
Origem: Ásia 
Fenologia: Florescem na primavera nos meses de setembro, outubro e novembro. Frutos maduros no outono e inverno
Descrição: Árvore de porte médio podendo atingir 20 metros de altura com madeira de coloração esbranquiçada à avermelhada. Apresentam flores com aroma agradável, de coloração lilás, geralmente apresentando cinco pétalas, folhagem que pode atingir até 90 cm com numerosos folíolos. Fruto carnudo, de caroço duro, arredondados, medindo cerca de 15 mm de diâmetro, amarelos, lisos. Ao invadir florestas, elimina espécies nativas, alterando o habitat e alimentação da fauna. Prefere climas tropicais e úmidos, mas também cresce em solos salinos.

Foto: www.wikimedia.org


Nome Científico: Furcraea foetida 
Nome comum: Piteira, pita, sisal
Origem: América do Sul e América Central
Descrição: Planta que apresenta folha verde brilhante, duras, eretas ou curvadas, podendo atingir até 2 m de comprimento e 20 cm de largura, com poucos espinhos. Flores com forte cheiro desagradável. Sementes germinam na planta que dispersam os brotos. Preferem ambientes secos.

Foto: www.wikimedia.org


Nome científico: Eriobotrya japonica 
Nome comum: Nêspera, ameixa-amarela
Origem: China 
Descrição: Árvore de porte médio podendo atingir até 10 m de altura. Apresenta flores branco-marfim, folhas alternas de textura coriáceas, medindo de 15 a 25 cm de comprimento e 3 a 5 cm de largura, agudas nas duas extremidades. Os frutos são amarelos, carnudos e doces, chamando muita atenção dos pássaros que, ao se alimentarem, dispersam a semente, propagando a área de invasão ambiental ocupando o espaço de espécies nativas.

Foto: IAP


Nome Científico: Eragrostis plana 
Nome comum: Capim-annoni-2 
Origem: África do Sul 
Descrição: Planta que pode chegar em média a 1m de altura, raízes muito compridas, podendo atingir 3 metros de profundidade dificultando o arrancar as plantas. Folhas de coloração verde-clara, lisas com bainhas dobradas e achatadas localizadas na região basal, medindo até 12 cm de comprimento e 5 mm de largura. Inflorescência em forma de espiga, com 10 a 40cm de comprimento, de formato lanceolado. Ramos solitários ou alternos, às vezes fasciculados. Pericarpo de vermelho-alaranjado a castanho-avermelhado. Geralmente são encontradas em pastagens, áreas degradadas, etc. As sementes são formadas em grande quantidade, podendo produzir até 500.000 sementes. Tolera solos pobres e ácidos, suporta os períodos de seca. As folhas externas sofrem crestamento na ocorrência de geadas, mas as folhas internas, mais protegidas, continuam verdes.

Foto: http://www.institutohorus.org.br/index.php?modulo=inf_banco_imagens

 


Nome Científico: Dracaena fragrans 
Nome comum: Dracena 
Origem: África 
Descrição: Arbusto grande, podendo atingir de 3 a 6 m de altura, apresenta tronco colunar, folha coriáceas, coloração inteiramente verde, ou com as margens amareladas ou estriadas e centro verde, amarelo ou cinza-prateado. Apresentam flores nas base terminal das folhas, espigadas, dotadas de inúmeras flores pequenas. Ao permanecer em contato com temperaturas muito baixas, como em situações em que ocorrem a geada, a planta pode morrer por ser muito sensível.

Foto: http://toptropicals.com


Nome Científico: Casuarina equisetifolia 
Nome comum: Casuarina 
Origem: Austrália, Indonésia e Índia
Descrição: Árvore de grande porte, onde pode atingir 23 m de altura e 1 m de diâmetro, Copa verde-acinzentada, aberta, apresenta coloração da casca cinzenta nos ramos novos e castanho-escuros nos velhos, com flores nuas, apresenta fruto seco (sâmara) elipsóides com até 2 cm de diâmetro, indeiscentes (fruto que não abre na maturação ), com apenas 1 semente. Madeira vermelho-escura suporta temperaturas extremas de 0° a 50°C. Adapta-se com facilidade em vários ambientes, tolerando solos salinos, calcários, leves, bem drenados e com poucos nutrientes não se desenvolve em solos argilosos e encharcados. Em relação às suas folhas, é importante ressaltar que as agulhas não são de fato folhas, mas apenas uma parte delas, as folhas propriamente ditas são mínimas e estão dispostas á volta das agulhas, são vários em cada agulha. As folhas masculinas e femininas estão na mesma árvore (espécie monóica) e os frutos lembram pequenas pinhas com cerca de 1 cm de comprimento. Forma sombreado denso e uma abundante camada de serapilheira (planta que nasce em terreno de inferior qualidade.) com folhas e frutos que cobrem completamente o solo, competindo agressivamente e eliminando espécies da flora nativa, sua invasão também é responsável pela mudança do hábitat de várias espécies da fauna. A casuarina não tem inimigos naturais em áreas de invasão.

Foto: http://tree-species.blogspot.com


Nome Científico: Crocosmia crocosmiiflora 
Nome comum: Tritônia 
Origem: África do Sul 
Descrição: Planta florífera, podendo atingir em média 50 a 70 cm de altura ereta, apresenta Inflorescências altas, com flores vermelho-alaranjada, folhagem longa e verde opaca. As flores formam-se principalmente no verão. Ao Formarem densas massas floridas, impedem o desenvolvimento de espécies da flora nativa.

Foto: www.magnoliagardensnursery.com


Nome científico: Brachiaria brizantha 
Nome comum: Braquiária 
Origem: África 
Descrição: Planta cespitosa e ereta, varia entre 1,0 a 1,5 m de altura, sendo a espécie de maior porte entre as braquiárias cultivadas no Brasil. Possui colmos cilíndricos, verdes com nós mais claros. As folhas são em forma de bainhas fechadas, com pêlos longos e esbranquiçados, lâminas lanceoladas com até 40 cm de comprimento por 15 mm de largura, de coloração verde. Tem boa resistência ao pisoteio. Ao invadir domina o espaço, expulsando espécies nativas.

Foto: http://www.dtaconsultoria.com.br/gramineas/index.htm


Nome científico: Hovenia dulcis 
Nome comum: Uva-do-Japão 
Origem: Ásia
Fenologia: Floresce na primavera e frutifica no outono-inverno
Descrição: Árvore que varia de 3 a 25m de altura, com copa ampla, folhas verde-claras e brilhantes. As flores são hermafroditas, pequenas mas numerosas de coloração branco a creme, bastante procuradas pelas abelhas. Folhas simples e alternas. Fruto: pequena cápsula globosa seca com 2 a 4 sementes, preso a um pedúnculo. Sementes levemente circulares alaranjadas ou avermelhadas, passando para marrom a pretas com o tempo. Ao invadir áreas da floresta, compete por espaço, luz e nutrientes com espécies nativas. A longo prazo, este processo tende a diminuir a quantidade de espécies nativas da floresta a ponto de haver predominância da espécie invasora.

Foto: www.jungleseeds.com


Nome científico: Acácia mearnsii 
Nome comum: Acácia-negra 
Origem: Austrália 
Fenologia: Floresce no final do inverno até a primavera e frutifica no final dessa estação
Descrição: Árvore de porte médio, variando entre 6 a 15m de altura, folhagem densa, verde escura e folhas bipinadas com vários e diminutos folíolos. As flores são de coloração amarelo-claro, atraindo muito a atenção das abelhas. Árvore largamente cultivada por indústrias ligadas à extração de tanino, obtido da casca, pela indústria de celulose, carvão, entre outras, principalmente por pequenos proprietários rurais.

Foto: http://www.sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br