Parque Estadual de Vila Velha (PEVV)

Horário de Atendimento:
De quarta a segunda-feira e feriados, das 9h às 17h

É aconselhável chegar ao Parque no período da manhã ou logo após o almoço (13h) para aproveitar o passeio devido a extensão do trajeto e tempo necessário para visitar todos os atrativos.

Chefe da Unidade:
Juarez Baskoski

Contato:
E-mail: agendamento@parquevilavelha.com.br
Telefone: (42) ) 3122-4488
Site: https://parquevilavelha.com.br/

Como chegar:
Pela Rodovia BR-376, importante corredor viário que liga o Litoral, passando por Curitiba, às regiões Norte, Noroeste e Sudoeste do Estado. A rodovia é pedagiada e encontra-se em bom estado de conservação, possuindo duas pistas para cada sentido. Partindo de Curitiba há dois pedágios para se chegar ao Parque Estadual de Vila Velha. Existem duas linhas de ônibus que passam em frente ao Parque, que são operacionalizadas pelas empresas Princesa dos Campos (partindo de Curitiba) e pela Viação Campos Gerais (partindo de Ponta Grossa). 

Localização:
Ponta Grossa

 

O Parque de Vila Velha foi criado pelo Decreto nº 1.292 de 12 de outubro de 1953, com a finalidade de preservar as formações areníticas de grande valor cênico e parcelas representativas dos campos nativos do Paraná. Tombado em 1966, pelo Patrimônio Histórico e Artístico Estadual, o Parque possui, em seus 3.122,11 hectares, diversos atrativos dentre os quais se destacam os Arenitos, as Furnas e a Lagoa Dourada.

Durante os últimos 600 milhões de anos, a ação dos ventos e das chuvas foram responsáveis por esculpir gigantescos arenitos que se sobressaem na paisagem. Alguns desses arenitos lembram figuras como: índio, noiva, garrafa, bota e a famosa taça, cartão postal e símbolo do Parque.

As Furnas, caracterizadas como crateras areníticas circulares de grande diâmetro e paredes verticais de até 100 metros de profundidade, assim como os Arenitos, podem ser visitadas.

A Lagoa Dourada, outro atrativo do Parque, possui a mesma origem das Furnas e é um importante local para a reprodução de peixes como a traíra, o bagre e a tubarana.

Os aspectos geológicos e a vegetação natural formada pelos campos nativos realçam a beleza cênica local.

A lenda:
Existe uma bonita lenda que conta a história da formação de Vila Velha. A lenda de Vila Velha, ou de Itacueretaba ("cidade perdida de pedra") é de domínio popular e não se sabe a proveniência da narrativa. Ela exalta a riqueza dos antigos índios que habitavam o local, numa narrativa entremeada de grandes guerreiros, amores e traições, além de tesouros legados por deuses.

Segundo a lenda, esse recanto foi escolhido pelos primitivos habitantes para ser o Abaretama, "terra dos homens", onde esconderiam o precioso tesouro "itainhareru". Tendo a proteção de Tupã, era cuidadosamente vigiado pelos apiabas, varões escolhidos entre os melhores homens de todas as tribos. Os apiabas desfrutavam de todas as regalias, porém era-lhes vedado o contato com as mulheres, mesmo de suas próprias tribos.

A tradição dizia que as mulheres, estando de posse do segredo do Abaretama, revelariam aos quatro ventos e, chegada a notícia aos ouvidos do inimigo, estes tomariam o tesouro para si. 

Dhui fora escolhido para chefe supremo dos apiabas. Entretanto, não desejava seguir aquele destino. Seu sangue se achava perturbado pelo fascínio feminino. As tribos rivais, ao terem conhecimento do fato, escolheram Aracê Poranga para tentar o jovem guerreiro e tomar-lhe o coração para conseguir o segredo do tesouro. 

Não foi difícil Aracê se apaixonar completamente por Dhui. Numa tarde primaveril, Aracê veio ao encontro de Dhui trazendo uma taça de "uirucuri", o licor de butias, para embebedar Dhui. No entanto, o amor já se assenhorava de sua razão e ela também tomou o licor, ficando ambos sob a sombra de um Ipê, languidamente entrelaçados. 

Tupã vingou-se, desencadeando um terremoto que abalou toda a planície. Abaretama, completamente destruída, tornou-se pedra. O tesouro de ouro fundiu-se e liquidificou-se, transformando-se na Lagoa Dourada. Os dois amantes, castigados, foram petrificados um ao lado do outro. Junto a eles ficou a taça, igualmente petrificada. E foi assim que Abaretama se tornou Itacueretaba.

Sobre o clima - regime térmico:
A localização do Parque Estadual de Vila Velha, aliada a um regime de chuvas relativamente bem distribuídas, condiciona um clima ameno durante o verão, com invernos relativamente frios. 

Os meses de janeiro e fevereiro são os mais quentes do ano, com temperatura média mensal de 21,4 C°, média das máximas de 27,2 C° e média das mínimas de 17,2 C°. O mês mais frio do ano é julho, apresentando média mensal de13,8 C°, média das máximas de 20,2 C° e média das mínimas de 9,1 C°. A temperatura média anual é de 17,4 C°.

As temperaturas mais extremas (máxima absoluta e mínima absoluta) registradas na área do Parque desde 1954, oscilaram entre 36,2 C° em janeiro e -6 C° em julho, evidenciando as diferenças marcantes entre as estações do ano.

Sobre o clima - regime pluviométrico:
A região do Parque de Vila Velha apresenta um total anual médio de 1.554 mm de precipitação. A estação chuvosa inicia-se em setembro, mas são frequentes as ocorrências de períodos secos de curta duração (veranicos) durante o mês de novembro e início de dezembro.

O mês de janeiro é o mais chuvoso do ano, totalizando uma média de 168 mm, seguido de fevereiro com 162 mm. Embora haja redução das chuvas durante o inverno, o volume médio é considerado satisfatório para atender a demanda hídrica das plantas, pois nesta época do ano as perdas por evaporação e transpiração também são reduzidas.

O mês de agosto é o mais seco do ano, com precipitação média de 78 mm.

Nos meses de julho e agosto o número de dias com chuva é praticamente a metade dos meses de dezembro a março. O número de dias aproveitáveis para passeios no Parque é maior entre abril e agosto. Nos meses de janeiro e fevereiro, somente 50% dos dias, em média, não têm chuva.

Os fenômenos naturais de Furnas aliados a uma interpretação ambiental desenvolvida por especialistas, potencializam a vocação turística do Parque.

Arenitos
Os Arenitos são os mais importantes atrativos do Parque Estadual de Vila Velha, e estão dotados de toda estrutura necessária para atendimento ao visitante, visando, com isso, minimizar os impactos negativos do uso público sobre um importante patrimônio geológico do Paraná.

No núcleo onde ocorre a visitação dos Arenitos estão disponíveis o Centro de Visitantes e a estrutura de apoio e segurança aos visitantes.

Lagoa Dourada
A Lagoa Dourada, pela exuberante cristalinidade de suas águas e seus inúmeros cardumes de peixes visíveis a olho, é um atrativo de relevância, que incrementa a visitação da área.

Furnas
As Furnas se destacam pela peculiaridade de sua formação e são locais propícios para o desenvolvimento de atividades integradas à natureza.

Outros aspectos naturais
A composição da vegetação natural caracterizada por campos que circundam os remanescentes de pequenos capões de floresta de araucária, distribuídos na área do Parque, formam um potencial para o desenvolvimento de atividades de educação ambiental.

Atividades:
Os visitantes podem caminhar por trilhas interpretativas, contemplar a paisagem, participar de atividades de Educação Ambiental, observar espécies da fauna e da flora, fotografar a natureza e desenvolver pesquisas científicas, com a devida autorização do IAT.

Centro de Visitantes
Ao chegar ao Parque, o visitante passará pelo Centro de Visitantes, onde lhe serão repassadas informações gerais com a exibição de um vídeo educativo/informativo sobre o Parque e a região dos Campos Gerais. É no Centro de Visitantes que está a infraestrutura de apoio como auditório, lanchonete, administração, centro de informações, sanitários e fraldário. Após as orientações, o visitante desloca-se por meio de transporte interno até as áreas de visitação (Arenitos, Furnas e Lagoa Dourada), onde fará o percurso acompanhado de condutores e monitores. 

Trilha Arenitos e Bosque
Autoguiada, com 2.671 m de extensão, grau de dificuldade leve, com tempo aproximado para o percurso de 2 horas. Nesta trilha o visitante pode observar as formações rochosas areníticas, a fauna e flora locais, e podem ser aplicadas dinâmicas de interpretação ambiental pelos monitores e voluntários. A capacidade de suporte conforme determinado no Plano de Manejo é de 815 pessoas/dia. O tempo de deslocamento do Centro de Visitantes até o início da trilha, com transporte interno do Parque é de 5 minutos.

  • Opção 1: Trilha Completa (Arenito e Bosque);
  • Opção 2: Meia Trilha (Arenitos) - 1.100 metros, tempo previsto para o percurso = 40 minutos;
  • Opção 3: Taça - 150 metros, tempo previsto para o percurso = 15 minutos;
  • Opção 4: Taça e Bosque - 1.600 metros, tempo previsto para o percurso = 1 hora.

Trilha Furnas
Autoguiada, com 500 metros de extensão, grau de dificuldade leve, de formato circular, permite acesso ao mirante, a Furnas 1 e 2. O tempo previsto para o percurso é de 1 hora. A capacidade de suporte conforme determinado no Plano de Manejo é de 349 pessoas/dia. O tempo de deslocamento do Centro de Visitantes até o início da trilha, com transporte interno do Parque é de 20 minutos.

Trilha Lagoa Dourada:
Guiada, com 400 metros de extensão, grau de dificuldade leve, tem formato linear, com largura 2 metros, permitindo a circulação de pessoas nos dois sentidos. A trilha possibilita o acesso à lagoa para observação do ambiente e fauna aquática. O tempo previsto para o percurso é de 40 minutos. A capacidade de suporte conforme determinado no Plano de Manejo é de 558 pessoas/dia. O tempo de deslocamento do Centro de Visitantes até o início da trilha, com transporte interno do Parque é de 20 minutos.

Destaca-se que, visando evitar processos erosivos, as trilhas encontram-se calçadas em toda sua extensão. São pavimentadas com rochas que apresentam características similares às dos arenitos. Com isto, procurou-se oferecer maior segurança ao visitante durante a caminhada e minimizar os impactos produzidos pelo uso público. As trilhas contam com paradas estratégicas para observação, contemplação e interpretação do ambiente. 

Quiosques
Estão localizados a 400 metros do estacionamento. Há no local água potável, sanitários, pontos de descanso e relaxamento, sendo permitido lanches frios (piqueniques). A utilização dos quiosques não implica em custos adicionais para o visitante.

A flora da região é influenciada diretamente pela presença dos arenitos que fazem desta área a mais elevada do Paraná. A vegetação estabelecida sobre estas formações, ou refúgios vegetacionais rupestres, contempla uma grande variedade de espécies desenvolvidas sobre as rochas e nos nichos e fendas das mesmas. Plantas herbáceas rupestres predominam nestas regiões e em locais com solo mais desenvolvido podem-se observar vegetações transicionais como o estepe stricto sensu e a savana gramíneo-lenhosa. Plantas arbóreas de pequeno porte e arbustos com até 3 metros são encontradas entre os arenitos e nas fendas das rochas com maior sombreamento.

Na fauna existe muitas espécies de grande importância ambiental, raras, endêmicas e ameaçadas de extinção eram originalmente encontradas no Parque Estadual de Vila Velha, como por exemplo: o bugio-ruivo (Alouatta guariba), o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), a jaguatirica (Leopardus pardalis), a onça-parda (Puma concolor) e a onça-pintada (Panthera onca). Destas, apenas o lobo-guará ainda é encontrado na região. Tal fato evidencia a importância da conservação da área para a proteção da fauna local.

Quatorze espécies de aves registradas são consideradas ameaçadas de extinção, significando 6% do total de espécies inventariadas na região, sendo que destas, 5 espécies estão mundialmente ameaçadas: a águia-cinzenta (Harpyhaliaetus coronatus), o papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea), a noivinha-de-rabo-preto (Heteroxolmis dominicana), o galito (Alectrurus tricolor) e o caminheiro-grande (Anthus nattereri).

Recomendações

  • Repelente, protetor solar e roupas confortáveis são essenciais;
  • Use calçados sempre fechados e confortáveis;
  • Comida e água são importantes (mas lembre-se de trazer todos os resíduos de volta, incluindo os resíduos orgânicos, a exemplo de cascas e sementes de frutas);
  • Contribua com a conservação do Parque Estadual de Vila Velha andando somente pelas trilhas sinalizadas e locais de descanso permitidos;
  • Procure andar sempre em grupos pequenos;
  • Procure andar em silêncio, contemple a natureza, tire apenas fotografias;
  • Há, no Centro de Visitantes do Parque, uma lanchonete que dispõe de água, sucos, refrigerantes, sorvetes, salgados e lanches. Algumas opções de restaurantes são encontradas na área de entorno do Parque;
  • O Parque conta com uma equipe de voluntários que monitoram as trilhas e os orientam durante sua visita;

Recomendações acerca do Coronavírus

  • É obrigatório uso de máscara nas embarcações, trilhas, restaurantes e espaços comuns nas pousadas e campings;
  • Utilizar máscara cobrindo boca e nariz, apenas tocar no elástico da máscara quando necessário;
  • Manter higiene das mãos e máscaras;
  • Trocar as máscaras a cada duas horas ou quando necessário;
  • Manter o distanciamento social possível e evitar aglomerações;
  • Não compartilhar copos e utensílios pessoais com outros grupos, sem a higienização necessária

Atividades proibidas:

  • Ingresso de animais domésticos;
  • Fumar;
  • O consumo de bebidas alcoólicas;
  • Acampar;
  • Atividade esportiva, desportiva com caráter competitivo ou similar (rapel, rally, MotoCross, corrida de aventura e outros) que possa incorrer em danos ao Parque;
  • Qualquer tipo de comércio ambulante na área do Parque;
  • Andar de carro ou moto fora do estacionamento;
  • O abandono de lixo, detritos de qualquer natureza ou outros materiais que maculem a integridade paisagística sanitária ou cênica da área;
  • Sair fora das trilhas previamente demarcadas e sinalizadas;
  • A prática de atos que possam provocar incêndios na área (fogueiras e churrascos);
  • Porte de facas, facões, foices, assim como de quaisquer outras ferramentas manuais de corte, armas de fogo, motosserras e equipamentos que causem distúrbios sonoros na área;
  • Coletar, depredar, entalhar e desgalhar as espécies arbóreas mantidas nas diversas áreas do Parque;
  • Caçar, pescar, coletar e apanhar peças do meio físico e de espécimes da flora e da fauna em todas as zonas de manejo, ressalvadas aquelas com finalidades científicas, desde que autorizadas pelo IAT - Diretoria do Patrimônio Natural (DIPAN);
  • A entrada de pessoas, veículos e equipamentos dentro do Parque não autorizados pelo IAT;
  • Alimentar e assustar os animais.

Observação: Qualquer dano promovido pelo visitante sujeitará o mesmo às sanções previstas na legislação ambiental vigente. 

O cadastro deve ser preenchido na chegada à Unidade de Conservação, para segurança do visitante e para a gerência do Parque elaborar estatísticas de atividades, acesso, procedência, faixa etária, etc.