Prospecção e Pesquisa Mineral

A Divisão de Geologia do Instituto Água e Terra é a sucessora da MINERAIS DO PARANÁ -MINEROPAR, empresa do Governo do Estado do Paraná que durante a sua existência realizou inúmeros projetos de prospecção e pesquisa mineral, especialmente nas décadas de 80 e 90.
A maioria dos projetos contaram com levantamento geológico e prospecção geoquímica. Muitos não seguiram uma sequência de prospecção e pesquisa mineral convencional, sofrendo interrupções em função das prioridades estabelecidas nas programações. Parte dos documentos recuperados, por conta da longevidade e dos recursos tecnológicos disponíveis na época, não apresentam uma resolução ideal, porém, são disponibilizados e devem ser considerados como documentos históricos.
Parte dos resultados destas pesquisas estão sintetizados nos projetos que seguem e dão uma ideia do potencial mineral do Estado, informação importante para atração de investimentos no setor. 
Todos os documentos resgatados dos trabalhos realizados pela MINEROPAR na prospecção e pesquisa mineral encontram-se disponíveis em - Publicações para downloadProspecção e Pesquisa Mineral.
 

 
Alcalinas 1980/87

De 1980 a 1987 a MINEROPAR realizou pesquisas nos maciços alcalinos do Banhadão, Barra do Itapirapuã, Tunas, fez reconhecimento da presença de rochas alcalinas na Folha de Vila Branca e efetuou estudos geoquímico orientativo em Mato Preto.

No maciço alcalino da Barra do Itapirapuã, porção do Estado do Paraná, sobre área de direitos minerários da MINEROPAR, foram realizadas pesquisas de semidetalhe e detalhe, incluindo geologia, escavações, prospecção geoquímica, geofísica e sondagem. O carbonatito apresentou potencial para P205, TR203, barita, fluorita, nióbio, chumbo, zinco, molibdênio. Foi estimada uma reserva de 2,1 milhões de toneladas de fosfato, com teor médio de 10% de P2O5.

Sobre os direitos minerários das áreas do projeto alcalinas Barra do Itapirapuã, também foram investigadas possibilidades para fluorita - Projeto Fluorita Itapirapuã.

Os documentos mais relevantes desta pesquisa foram:

 

Barra do Itapirapuã

Localização

Localização - Barra do Itapirapuã

 

Geoquímica de Semi Detalhe 1981

Geoquímica de Detalhe 1982

Relatório de Etapa 1984

Projeto Fluorita Itapirapuã 1985/86

Todos os documentos resgatados dos trabalhos realizados pela MINEROPAR na pesquisa das rochas alcalinas encontram-se disponíveis em - Publicações para downloadProspecção e Pesquisa Mineral – Alcalinas.

 

 
Cobre no Basalto (Serra Geral) 1980 e 1996

O reconhecimento geológico e os resultados das análises na área do anteprojeto não foram animadores, porém se selecionou uma área para um futuro programa de pesquisa básica.

A pesquisa das ocorrências de cobre e variedades de quartzo no município de Campina da Lagoa, conclui por recomendar à Prefeitura Municipal de Campina da Lagoa promover o aproveitamento artesanal das concentrações de ametista, quartzo hialino, calcedônia, cobre nativo e oxidados de cobre como pedras ornamentais.
 

Mapa de localização

 

 
Complexo Básico-Ultrabásico de Piên 1984

Neste relatório são apresentados os trabalhos realizados e as conclusões obtidas no reconhecimento de semidetalhe (escala 1:25.000) da faixa de ocorrência do Complexo Básico-Ultrabásico de Piên e trabalhos de prospecção para cromita nos alvos I, lI-A e II-B apontados pela CPRM e para ouro no alvo Trigolândia.

A cromita ocorre de forma disseminada, formada por processos de exsolução a partir dos máficos originais durante os processos de serpentinização atuantes sobre as rochas ultramáficas de Piên. Os métodos indiretos utilizados (geoquímica de solos e magnetometria) revelaram-se ineficientes para a prospecção de cromita nos alvos trabalhados.

No alvo Trigolândia ocorrem finas palhetas de ouro distribuídas nos solos e aluviões da área, sem contudo constituírem depósitos econômicos no alvo pesquisado, porém abre a possibilidade de concentrações nos aluviões não pesquisados. Permanece em aberto ainda a questão da economicidade do ouro em veios de quartzo na região.

 
Calcário na Formação Irati - Região Figueira/Sapopema 1984

A partir de informações de furos de sonda realizadas para pesquisa de carvão, verificou-se a existência de camadas de calcário no topo da Formação Irati na região de Figueira / Sapopema.

A avaliação dos dados permitiu selecionar uma faixa com cobertura inferior a 10 metros, contendo camada de calcário com espessura média de 2,5 metros e teores de CaO + MgO ao redor de 38%.

 

Localização da Área de Pesquisa

Vértice

UTM norte

UTM sul

A

7.361

532

B

7.376

542

C

7.368

537

D

7.357

541

 

 Camadas de Calcário no topo do Membro Assistência da Formação Irati

Camadas de Calcário no topo do Membro Assistência da Formação Irati

Relatório de Visita a Minas de Calcário na Formação Irati em São Paulo

 

 
Projeto Diamante - 1980 a 1987

A distribuição das ocorrências de diamantes na Bacia do Paraná é extremamente ampla, desde Porto Amazonas até Tomazina. A área de maior incidência é a faixa situada sobre o Arco de Ponta Grossa. As ocorrências de diamante no Paraná são todas de depósitos secundários, com poucos trabalhos de cunho técnico visando a determinação da potencialidade, bem como a identificação das fontes responsáveis.

Foram dois trabalhos de reconhecimento regional, em1982 e 1985. Em1982 as atividades restringiram-se aos aluviões dos principais rios do Estado, tidos como diamantíferos. Foram pesquisadas 18 ocorrências e uma delas em detalhe (ocorrência Rio Preto).

O reconhecimento regional de 1985 concentrou-se na bacia do rio Tibagi. Foram descritas 21 ocorrências de cascalhos devidamente georreferenciadas.

Outros documentos resgatados relatam as pesquisas realizadas em Barra Grande, Campina dos Pupos e Ilha dos Cavalos.