Parque Estadual do Guartelá (PEG)

Horário de Atendimento:
De quarta-feira a domingo e feriados, das 09h às 18h.

Sendo que o horário limite de chegada no Centro de Recepção do Parque para a realização das trilhas são os seguintes:

  • Trilha das pinturas rupestres até às 14h
  • Trilha básica até às 16h30min.

Devendo todos estar no Centro de Recepção até as 18h, horário de encerramento das atividades no Parque Estadual do Guartelá.

Chefe da Unidade:
Ivan Aluízio Loureiro

Contato:
E-mails: peguartela@iat.pr.gov.br ou elifaz@iat.pr.gov.br
Telefone: (42) 3275-2269

Como chegar opção 1:
Partindo de Curitiba pela BR-376 até Ponta Grossa. De Ponta Grossa, siga pela PR-151 até Castro. De Castro, siga pela PR-340 até a rotatória no Km 247. Em seguida, percorra a estrada sem pavimentação por 1,5 Km até o Parque Estadual do Guartelá.

Como chegar opção 2:
Partindo do centro de Tibagi, segue pela PR-340 até a rotatória no Km 247. Em seguida, percorra a estrada sem pavimentação por 1,5 Km até o Parque Estadual do Guartelá.

Localização:
Tibagi

 

O Parque Estadual do Guartelá, criado através do Decreto 1.229 de 27 de março de 1992 e implantado em 1997, protege uma área de rico patrimônio natural e arqueológico da região do cânion do Rio Iapó.

Tem como objetivos de criação assegurar a preservação dos ecossistemas típicos da região; dos locais de excepcional beleza cênica, como cânions e cachoeiras; do patrimônio espeleológico, arqueológico e pré-histórico, em especial as pinturas rupestres; de fontes, nascentes e espécies de fauna e flora nativas; além de ordenar o crescente fluxo turístico à área.

Em seus 798,97 hectares encontra-se uma biodiversidade própria dos campos gerais, região denominada no passado pelo naturalista francês Saint-Hilaire de “paraíso terrestre do Brasil”. Espécies como o logo-guará, a jaguatirica, o veado, o gavião-pombo e a capivara podem ser observadas na área do Parque. Há na área ainda atrações como a cachoeira da Ponte de Pedra, com aproximadamente 180 metros de altura, e o Córrego Pedregulho, que forma cascatas e “banheiras” naturais.

Ao chegar em ao Parque os visitantes são orientados, por meio de palestras e projeção de um vídeo, sobre as trilhas e atividades possíveis de se desenvolverer na unidade.

Origem do nome:

O nome do Parque deriva de sua localização, uma vez que se situa no Bairro Guartelá de Cima, no município de Tibagi. Existem diferentes versões sobre a origem do nome Guartelá. A mais corrente é aquela que conta que um morador da região de Tibagi, tendo conhecimento de um ataque de índios Kaingangues, mandou prevenir seu vizinho e compadre, dando pormenores sobre as manobras dos bugres e terminando com a advertência: “Guarda-te lá, que eu aqui bem fico”. A região, onde morava o vizinho e compadre, tomou o nome de Guartelá.

Um capão de mato, que ficava junto ao sítio onde morava o compadre que deu o aviso, passou a chamar-se Benfica. Na Fazenda Sto. Antonio, atualmente com o nome de Fazenda Diamantina, à margem direita do Rio Tibagi, existe ainda uma mata com o nome de Capão da Benfica. Na língua portuguesa de então, usava-se o termo “guárte ou guarte, abreviação de guarda-te; foge, desvia-te, põe-te em salvo, ou a salvo”, o que vem a reforçar a versão acima.

Antigos moradores contam que “havia ouro na região”. Então diziam: “guardem lá”; ou “os jesuítas teriam escondido ouro e era comum, entre os tropeiros, falar: guarda-te-lá”. Poderia ser em função da existência das “guardas” no porto de São Bento, no Rio Tibagi: “a guarda está lá, guarda té lá, guarte-lá...” Isto é simples especulação. 

Dada à existência de algumas dificuldades em se caminhar em certos trechos, principalmente no cânion ou próximo a ele, a região tem também o nome de “Amansa Louco”.

A grande atração do Parque é a beleza natural do 6º maior cânion do planeta em extensão, o “Cânion do Rio Iapó”, beleza esta enriquecida pela Cachoeira da Ponte de Pedra, derivada da força das águas do Córrego Pedregulho.

A ação da água e do vento durante milhares de anos esculpiu estruturas como lapas, fendas, grotas e formas curiosas sobre as rochas areníticas, expondo feições ruiniformes em pequena escala e uma enorme fenda entre paredões rochosos.

No Parque há ainda pinturas rupestres que datam aproximadamente 7.000 anos e que foram deixadas em rochas e lapas por indígenas, primeiros habitantes da região. 

Atividades:
Os visitantes do Parque podem caminhar por trilhas interpretativas, contemplar a paisagem, visitar sítios pré-históricos, banhar-se, na área permitida, nas piscinas naturais também conhecidas como “panelões” ou “panelas de sumidouros”, observar as espécies de fauna e flora e desenvolver pesquisas científicas, com a devida autorização do IAT.

Centro de Visitantes:
Ao chegar ao Parque, o visitante passará pelo Centro de Visitantes, onde será feito seu cadastro, visando sua segurança durante a visitação da área, e onde lhe serão repassadas informações gerais sobre o Parque (recursos audiovisuais). No Centro de Visitantes há local para estacionamento, materiais educativos e informativos sobre o Parque, sanitários e água potável.

Trilha Básica:
Autoguiada, com aproximadamente 5.000 m de extensão (ida e volta), grau de dificuldade médio, com acesso aos panelões do Arroio Pedregulho (banho permitido), ao mirante do cânion do Rio Iapó, à cachoeira Ponte de Pedra. O tempo previsto para o percurso é de 3 horas.

Trilha das Pinturas Rupestres:
Guiada, com 6.000 m de extensão (ida e volta), grau de dificuldade média, com acesso aos panelões do Arroio Pedregulho (banho permitido), às pinturas rupestres (que datam de aproximadamente 7.000 anos), ao portal de rochosas areníticas, além de vários mirantes naturais, com vista para o cânion. O tempo previsto para o percurso é de 4 horas.  O acesso à trilha é permitido somente com condutor, devendo ser agendado previamente com as agências de turismo local.

Quiosques:
Localizados no Capão a 2.000 m do Centro de Visitantes (ida e volta), grau de dificuldade médio. Há no local água potável, sanitários, pontos de descanso e relaxamento, sendo permitidos lanches frios (piqueniques).

Observação.: Em dias chuvosos não é autorizado acesso às trilhas.

A vegetação encontrada no Parque é composta por campos, remanescentes de Cerrado, Florestas com Araucária, elementos da Floresta Estacional Semidecidual e Floresta Ombrófila Densa (Mata Atlântica).

Os campos constituem a fisionomia predominante no Parque, interrompidos por manchas de vegetação arbórea com afloramentos rochosos e ocasionais arvoretas de aspecto retorcido. Os campos limpos, por sua vez, ocorrem nos topos das encostas, enquanto os campos úmidos desenvolvem-se onde há acumulo de água, por vezes próximo a córregos e outras em manchas no campo com afloramentos rochosos.

Destacam-se na paisagem os paredões de arenito, deslizamentos nas encostas que originaram rupturas e blocos de arenitos erodidos por chuva e vento, formando platôs em destaque na paisagem campestre. Nas reentrâncias existentes onde se acumula água, areia e matéria orgânica desenvolvem-se liquens verde–pálido e uma grande diversidade de bromélias.

A vegetação arbórea é observada nas proximidades de nascentes ou cursos d`água, exceto a formação de Savana, Parque (Cerrado) e algumas árvores isoladas ocorrentes no campo com afloramentos rochosos das encostas.

Os capões ocorrem normalmente em situações de topo de encosta, onde os solos tendem ser mais profundos e as rochas, menos expostas, propiciando melhor desenvolvimento radicular.

A fauna também é diversa e há algumas espécies ameaçadas de extinção, tais como: Tamanduá Bandeira (Myrmecophaga tridactyla), Macaco Bugio (Alouata fusca) Lobo Guará (Chrysocyon brachyurus), Irara (Eira barbara), Jaguatirica (Felis pardalis), Gato Maracajá (Felis tigrinus), Lontra (Lontra longicaudis), Mão Pelada (Procyon cancrivorus), Onça Parda (Puma concolor), Paca (Agouti paca) e Cutia (Dasyprocta azarae).

Muitos turistas visitam o Parque para observação da grande variedade de aves, o que é facilitado por ser uma região de campo. Dentre as espécies encontradas, tem-se: Urubu – Rei (Sarcoramphus papa), Gavião-Pombo-Grande (Leucopternis polionota), Papagaio Verdadeiro (Amazona aestiva), Papagaio-de-Peito-Roxo (Amazona vinacea) dentre outras.

O agendamento para Trilha Básica está sendo efetuado junto à SETUR Tibagi através do Disk Turismo 0800-643-1388.

Visita à Trilha das Pinturas Rupestres é permitida apenas com condutor, devendo ser agendadas previamente com as agências de turismo local. 
Agendar com pelo menos 02 dias de antecedência. Se chover 02 dias antes ou no dia da visita, não ocorre a trilha.

Maiores informações sobre as Operadoras de Turismo junto à SETUR Tibagi através do Disk Turismo 0800-643-1388.

Recomendações

  • Repelente, protetor solar e roupas confortáveis são essenciais;
  • Use calçados sempre fechados e confortáveis;
  • Comida e água são importantes (mas lembre-se de trazer todos os resíduos de volta, incluindo os resíduos orgânicos, a exemplo de cascas e sementes de frutas);
  • Contribua com a conservação do Parque Estadual do Guartelá andando somente pelas trilhas sinalizadas e locais de descanso permitidos;
  • Procure andar sempre em grupos pequenos;
  • Procure andar em silêncio, contemple a natureza, tire apenas fotografias;

Recomendações acerca do Coronavírus

  • É obrigatório uso de máscara nas embarcações, trilhas, restaurantes e espaços comuns nas pousadas e campings;
  • Utilizar máscara cobrindo boca e nariz, apenas tocar no elástico da máscara quando necessário;
  • Manter higiene das mãos e máscaras;
  • Trocar as máscaras a cada duas horas ou quando necessário;
  • Manter o distanciamento social possível e evitar aglomerações;
  • Não compartilhar copos e utensílios pessoais com outros grupos, sem a higienização necessária

Atividades proibidas:

  • Ingresso de animais domésticos;
  • Fumar;
  • O consumo de bebidas alcoólicas;
  • Acampar
  • O uso de equipamentos que causem distúrbios sonoros na área;
  • Qualquer tipo de comércio ambulante na área do Parque;
  • Andar de carro ou moto fora do estacionamento;
  • O abandono de lixo, detritos de qualquer natureza ou outros materiais que maculem a integridade paisagística sanitária ou cênica da área;
  • Sair fora das trilhas previamente demarcadas e sinalizadas;
  • A prática de atos que possam provocar incêndios na área (fogueiras e churrascos);
  • Porte de facas, facões, foices, assim como de quaisquer outras ferramentas manuais de corte, armas de fogo, motosserras e equipamentos que causem distúrbios sonoros na área;
  • Coletar, depredar, entalhar e desgalhar as espécies arbóreas mantidas nas diversas áreas do Parque;
  • Caçar, pescar, coletar e apanhar peças do meio físico e de espécimes da flora e da fauna em todas as zonas de manejo, ressalvadas aquelas com finalidades científicas, desde que autorizadas pelo IAT - Diretoria do Patrimônio Natural (DIPAN);
  • A entrada de pessoas, veículos e equipamentos dentro do Parque não autorizados pelo IAT;
  • Alimentar e assustar os animais.

Observação: Qualquer dano promovido pelo visitante sujeitará o mesmo às sanções previstas na legislação ambiental vigente.

Para sua segurança:

  • Cadastre-se. O cadastro é sua garantia de socorro numa emergência;
  • Evite tanto caminhar sozinho, como em grupos muito grandes;
  • A visita ao Parque é realizada por trilhas. Evite danos ao meio ambiente não saindo das trilhas indicadas;
  • Em caso de acidente, procure avisar a administração do Parque o mais rápido possível;
  • Obedeça a sinalização e a orientação dos funcionários e voluntários.

O cadastro deve ser preenchido na chegada à Unidade de Conservação, para segurança do visitante e para a gerência do Parque elaborar estatísticas de atividades, acesso, procedência, faixa etária, etc.