Parque Estadual do Palmito (PEP)

Horário de Atendimento:
De segunda a sexta-feira das 8h às 17h15

Chefe da Unidade:
Aneuri Moreira de Lima

Contato:
E-mail: iapparanagua@iat.pr.gov.br ou aneurilima@iat.pr.gov.br
Telefone: (41) 3424-5016

Como chegar:
- Para chegar ao Parque, os visitantes procedentes de Curitiba e Paranaguá, via BR-277, devem acessar a PR-407 (Estrada das Praias) e seguir em direção ao Balneário Praia de Leste.
- Para aqueles procedentes de Matinhos e Pontal do Paraná, via PR-412, devem acessar a PR-407 (Estrada das Praias) e seguir em direção ao Município de Paranaguá.
- Partindo de Curitiba ou de outras regiões do litoral do Paraná, pode-se acessar o Parque pelas linhas rodoviárias operacionalizadas pela empresa Viação Graciosa.

Localização:
Localizado na cidade de Paranaguá

 

O Parque Estadual do Palmito é uma Unidade de Conservação de Proteção Integral composta por 1.782,44 hectares de vegetação nativa, criada a partir do Decreto Estadual nº 4.493 de 17 de junho de 1998. Sua criação teve como objetivo promover ações que visam garantir a conservação de uma pequena parcela do ambiente Floresta Atlântica através da inserção da atividade silvicultura do Palmito-juçara (Euterpe edulis) e pupunha (Bactris gasipaes) visando, com isso, diminuir a exploração ilegal e predatória do Palmito nativo que ocorre na região e garantir a sustentabilidade local desta espécie.

Parque Estadual do Palmito possui uma estrada com 6.500 metros de extensão que passa pelo interior da Unidade de Conservação, chegando até o Rio dos Correias, o qual possui 25 metros de largura. À margem deste rio podem ser contempladas as áreas formadas por Manguezal com sua fauna e flora características (atualmente o acesso a essa área é permitido a funcionários, pesquisadores e grupos organizados com visitas pré-agendadas).

  • Trilha do Jacu
  • Trilha Neuton
  • Trilha interpretativa com 1.620m no interior da Floresta Atlântica, na qual pode ser observada vegetação composta por várias espécies de árvores de grande porte como o Palmito (Euterpe edulis), Jerivá (Syagrus romanzoffiana), Guanandi (Calophillum brasiliense), Cupiúva (Tapirira guianensis), Figueira (Ficus sp) e a Massaranduba (Maniokara subcericia) e ambientes formados por orquídeas e bromélias, além da fauna local.

Atividades:
Na Unidade de Conservação são desenvolvidas atividades de educação ambiental, as quais recebe destaque a importância na preservação do Bioma Mata Atlântica, a conservação do solo e dos recursos hídricos por meio do passeio por trilha interpretativa; de investigação científica pela necessidade da obtenção de informações sobre a dinâmica das relações entre a fauna e flora, solo e água, desenvolvidas por estudantes de cursos de graduação e pós-graduação de diversas universidades brasileiras e de outros países e aulas de campo promovidas por professores de diversas universidades brasileiras, aonde alunos vêm na prática os conteúdos teóricos vistos em sala de aula.

Por ser uma área que apresenta um histórico de intensa exploração, dentre as quais se destacam o manejo do palmito-juçara, a extração de madeira usada em pequenas construções e como fonte de energia; e locais outrora ocupados por moradias e agricultura de subsistência com cultivos de batata-doce, da mandioca e do abacaxi; nela a Floresta Ombrófila Densa de Terras Baixas está representada por diversos ambientes atualmente bem conservados e em diferentes estágios de regeneração florestal natural.

Entre as espécies vegetais de porte significativo temos a Maçaranduba (Manilkara subsericea), o Guanandi (Callophyllum brasiliense), Figueiras (Ficus spp) e o Palmito-juçara (Euterpe edulis), além de diversas espécies de Orquídeas e Bromélias. 

Entre os representantes da fauna nativa que transitam pelo ambiente da unidade há o cachorro-do-mato (Cerdocyon thous), o Tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla), o gato-do-mato-pequeno (Leopardus tigrinus), entre outros. No interior da UC também são encontradas Áreas de Formação Pioneira com Influência Marinha (denominada restinga) com solo arenoso (Espodossolo), com pouca disponibilidade de água, formada por plantas de pequeno e médio porte se destacando a caúna (Ilex theezans), a cupiúva (Tapirira guianensis), o jacarandá-lombriga (Andira anthelminthica) e a canela-lageana (Ocotea pulchella) e as Áreas de Formação Pioneira com Influência Fluvio-marinha, caracterizada pelo manguezal e suas espécies vegetais como: o mangue branco (Laguncularia racemosa), o mangue vermelho (Rhizophora mangle) e a siriuva (Avicennia schaueriana), além do complexo estuarino formado pelo Rio dos Almeidas, Rio dos Correias e os elementos da fauna local que utilizam esse ambiente como moradia. Tais rios delimitam dois extremos da área protegida.

Recomendações

  • Repelente, protetor solar e roupas confortáveis são essenciais;
  • Use calçados sempre fechados e confortáveis;
  • Comida e água são importantes (mas lembre-se de trazer todos os resíduos de volta, incluindo os resíduos orgânicos, a exemplo de cascas e sementes de frutas);
  • Contribua com a conservação do Parque Estadual do Palmito andando somente pelas trilhas sinalizadas e locais de descanso permitidos;
  • Procure andar sempre em grupos pequenos;
  • Procure andar em silêncio, contemple a natureza, tire apenas fotografias;

Recomendações acerca do Coronavírus

  • É obrigatório uso de máscara nas embarcações, trilhas, restaurantes e espaços comuns nas pousadas e campings;
  • Utilizar máscara cobrindo boca e nariz, apenas tocar no elástico da máscara quando necessário;
  • Manter higiene das mãos e máscaras;
  • Trocar as máscaras a cada duas horas ou quando necessário;
  • Manter o distanciamento social possível e evitar aglomerações;
  • Não compartilhar copos e utensílios pessoais com outros grupos, sem a higienização necessária

Atividades proibidas:

  • Ingresso de animais domésticos;
  • Fumar;
  • O consumo de bebidas alcoólicas;
  • Acampar
  • O uso de equipamentos que causem distúrbios sonoros na área;
  • Qualquer tipo de comércio ambulante na área do Parque;
  • Andar de carro ou moto fora do estacionamento;
  • O abandono de lixo, detritos de qualquer natureza ou outros materiais que maculem a integridade paisagística sanitária ou cênica da área;
  • Sair fora das trilhas previamente demarcadas e sinalizadas;
  • A prática de atos que possam provocar incêndios na área (fogueiras e churrascos);
  • Porte de facas, facões, foices, assim como de quaisquer outras ferramentas manuais de corte, armas de fogo, motosserras e equipamentos que causem distúrbios sonoros na área;
  • Coletar, depredar, entalhar e desgalhar as espécies arbóreas mantidas nas diversas áreas do Parque;
  • Caçar, pescar, coletar e apanhar peças do meio físico e de espécimes da flora e da fauna em todas as zonas de manejo, ressalvadas aquelas com finalidades científicas, desde que autorizadas pelo IAT - Diretoria do Patrimônio Natural (DIPAN);
  • A entrada de pessoas, veículos e equipamentos dentro do Parque não autorizados pelo IAT;
  • Alimentar e assustar os animais.

Observação: Qualquer dano promovido pelo visitante sujeitará o mesmo às sanções previstas na legislação ambiental vigente.

Para sua segurança:

  • Cadastre-se. O cadastro é sua garantia de socorro numa emergência;
  • Evite tanto caminhar sozinho, como em grupos muito grandes;
  • A visita ao Parque é realizada por trilhas. Evite danos ao meio ambiente não saindo das trilhas indicadas;
  • Em caso de acidente, procure avisar a administração do Parque o mais rápido possível;
  • Obedeça a sinalização e a orientação dos funcionários e voluntários.

Todas as atividades executadas com a participação de visitantes no interior do Parque Estadual do Palmito são acompanhadas por pessoal capacitado e habilitado pelo IAT. O terreno é plano e caso haja algum acidente, independentemente de sua natureza, a Unidade de Conservação dispõe de um veículo para eventuais emergências, lembrando que a Floresta fica apenas 17 Km distante do centro da cidade e os acessos são dotados de pavimento de boa qualidade.

O cadastro deve ser preenchido na chegada à Unidade de Conservação, para segurança do visitante e para a gerência do Parque elaborar estatísticas de atividades, acesso, procedência, faixa etária, etc.