Parque Estadual João Paulo II

Parque Estadual João Paulo II (PEJP)

 

Localização:
Curitiba

Horário de Atendimento:
Aberto 24 horas

Gerente:
DIPAN-DUC / Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Curitiba

Contato:
Telefones: (41) 3213-3461 ou (41) 3350-8484

Como chegar:

O Parque Estadual João Paulo II fica na rua Euclides Bandeira, no Centro Cívico de Curitiba.

Vá até o Bosque Papa João Paulo II de Ônibus - estas são as linhas e rotas que param nas proximidades: Ônibus: Ônibus - 011 INTERBAIRROS I, Ônibus - 180 ÁGUA VERDE / ABRANCHES, Ônibus - 265 AHÚ / LOS ANGELES.

 

 

Situado a apenas 3 km do centro da cidade, às margens do Rio Belém, o Parque, com uma área de 46.337m, evoca a visita do Papa a Curitiba e homenageia a colonização polonesa.

A imigração polonesa teve início em 1871, com a fixação de 164 poloneses na colônia do Pilarzinho, a 3Km do centro de Curitiba. Distinguiu-se de outras correntes imigratórias pelo seu caráter eminentemente camponês e por um singular apego às suas tradições culturais, inclusive na agricultura, que incluía não só produtos mais adequados às condições mesológicas como o milho, a batata e o feijão, como também o centeio e a “tartaca”, componentes essenciais para a fabricação de um item básico da culinária tradicional: a broa preta. Estendeu-se essa atitude de preservação das tradições aos demais aspectos da vida do imigrante polonês – religião, vestimentas, festas, linguagem e, evidentemente, à arquitetura.

O programa arquitetônico de cada unidade familiar rural abrangia a moradia, o paiol e os galpões para “animais” e implementos agrícolas. Os sistemas construtivos variavam conforme as regiões de origem dos imigrantes. Além da madeira como matéria prima, construíram também em alvenaria de tijolo, e com estruturas de madeira (enxaiméis) vedadas por taipa de mão. Mas sem dúvida foi a técnica de construção com troncos de pinheiro que se identificou como tipologia arquitetônica do imigrante polonês, pois foi o único grupo étnico que a empregou. Técnica milenar, cujos testemunhos mais antigos foram resgatados em pesquisas arqueológicas realizadas na região de Luzice, no Oeste da Polônia, veio para o Sul do Brasil e ali foi implantada não só pelo atavismo de um grupo étnico camponês, mas também pela disponibilidade de matéria-prima – a madeira de pinho – em uma região coberta, ainda, por grandes extensões de florestas de araucária. O conhecimento acumulado e transmitido de geração a geração, de construir com troncos de árvores, vai induzir o imigrante a aplicar a mesma técnica, substituindo apenas o aberto de sua terra natal pelo pinheiro – a araucária – do Novo Mundo.

O sistema utilizado para as moradias, galpões e paióis, consiste em paredes feitas com troncos, falquejados em quatro faces, dispostos horizontalmente e encaixados nas extremidades. As coberturas em duas águas, com a cumeeira paralela à fachada principal, possuíam originalmente telhado feito com tabuinhas – pequenas telhas de madeira. À medida que se implantaram olarias, foram sendo substituídas por telhas alemãs ou por telhas francesas, como é o caso das construções instaladas no Parque João Paulo II.

A iniciativa de transplantar essas casas foi a solução encontrada pela prefeitura diante do risco de desaparecimento que corriam. Duas delas foram doadas por seus proprietários: a que foi visitada pelo Papa e um antigo paiol. A primeira, doação da família Pianowski, tem registrada na viga central a data de 1883. A capela nela instalada é dedicada a Nossa Senhora de Montes Claros, a Virgem negra de Czestochowa, devoção maior da Polônia. No paiol foi montado um pequeno museu agrícola, onde estão expostos instrumentos rudimentares dos primórdios da colonização. 

As duas outras edificações do Parque foram adquiridas pela Prefeitura Municipal. Ali funcionam o Museu da Habitação do Imigrante, com mobiliário e utensílios domésticos e uma loja de venda de artesanato da cultura polonesa.

 

Pelos caminhos internos do bosque, encontram-se 7 casas típicas polonesas em forma de aldeia, construídas no início da colonização polonesa na região de Curitiba por volta de 1878, e remontadas no bosque. As casas, feitas de troncos de pinheiro encaixados, abrigam a história e a cultura dos imigrantes.

Na primeira casa, a mesma visitada pelo Papa, foi instalada a capela em homenagem à Virgem Negra de Czestchowa, padroeira da Polônia. Nas demais, pode-se conhecer os móveis e utensílios da época da primeira imigração, 1871, como a pipa de azedar repolho e ver de perto o Museu agrícola onde se destacam a carroça, o abanador de cereais, o amolador de pedra e outras ferramentas da época.

Na trilha em meio ao bosque, encontra-se uma escultura do Papa João Paulo II e um monumento em homenagem a Nicolau Copérnico.

Possui vegetação característica da região, na qual sobressaem as araucárias (Araucária angustifolia) plátanos (Platanus orientalis), com porte bem desenvolvido e introduzido no local há dezenas de anos.

Fauna: Os pássaros se fazem presentes através de sabiás, bem-te-vis, coleirinhas, chupins, tico-ticos, canários-da-terra, sanhaços e pica-paus.

Flora: Plátanos, araucária, cedros, pitangueiras, carvalhos, cerejeiras, ipês, tarumãs, uvas do japão.

Atividades proibidas:

  • A permanência no Parque fora do horário de visitação, com exceção dos funcionários e pessoas autorizadas pela administração da Unidade; 
  • As coletas e apanha de espécimes da fauna e da flora, ressalvadas aquelas com finalidades científicas, desde que devidamente autorizadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA); 
  • O consumo de bebida alcoólica no interior da Unidade; 
  • Os usuários sejam visitantes, voluntários ou funcionários da Reserva, serão responsáveis pelas instalações que ocuparem; 
  • O ingresso no Parque, de pessoas portando armas, fogos de artifício, materiais ou instrumentos destinados à caça, pesca ou quaisquer outras atividades prejudiciais à fauna e flora locais; 
  • O uso do fogo, salvo em condições de controle do mesmo, sendo estritamente proibido quando possa colocar em risco a integridade dos recursos do Parque; 
  • Lançar quaisquer produtos ou substâncias químicas, resíduos líquidos ou sólidos não tratados de quaisquer espécies, nocivas à fauna e flora em geral, em águas no interior do Parque, bem como no solo e no ar, exceto para casos especiais autorizados pelo IAP.

Outras informações:

  • Antes de iniciar a caminhada, faça seu cadastro na Administração do Parque;
  • Contribua com a conservação do Parque andando somente pelas trilhas sinalizadas e locais de descanso permitidos;
  • Procure andar sempre em grupos pequenos;
  • O Parque conta com equipe de voluntários monitorando as trilhas os quais poderão auxiliá-lo durante a visita.